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Laboratório móvel do IFRJ analisa obras de arte do museu

O laboratório móvel do Instituto Federal do Rio de Janeiro – IFRJ, conhecido como Lab Móvel, no período de 8 a 12 de agosto esteve no museu analisando a composição das pinturas de duas obras de arte do acervo do Museu da Inconfidência. Os quadros escolhidos foram A Morte do Pecado, A Morte do Justo e Nossa Senhora da Soledade.

Coordenado pelo professor do IFRJ, Renato Pereira, o laboratório móvel é o primeiro em análise de obras de artes da América Latina. E, a partir de um Acordo de Cooperação estabelecido entre o IFRJ e o Instituto Brasileiro de Museus – Ibram, o projeto percorre diversos museus pelo Brasil.

O Lab Móvel tem o intuito de analisar a composição de pinturas e identificar as possíveis intervenções no trabalho artístico. Segundo o coordenador, com as análises preliminares feitas no quadro A Morte do Justo, já foi possível perceber restauros e perdas na tela. “Provavelmente, mexeram em alguma coisa do suporte que deve ter caído e foi preciso fazer um preenchimento“, afirma Renato.

O principal equipamento utilizado para fazer as análises é um um scanner que possibilita verificar a constituição dos materiais da pintura. Assim, são produzidas diferentes imagens de cada tinta e cada pigmento usados. Com as informações levantadas, o laboratório consegue identificar se a obra precisa de alguma restauração.

Por exemplo, no caso de uma tela necessitar de uma reintegração de verniz, basta verificar no banco de dados da referida obra qual o verniz utilizado à época e, assim, usar um material semelhante para não haver incompatibilidade.

Outro objetivo do projeto é entender como os pintores brasileiros produziam suas obras. “Uma vez que a gente tem o tipo de material e as diferentes imagens (da tela), a gente vai ver o processo de criação dele’’, comenta Renato. Ainda de acordo com o coordenador, existe pouco estudo sobre como eram feitas as obras na época e a maioria tem como base o modelo europeu.

Além de levantar informações sobre a história da obra, a ação contribui para que os museus saibam qual a melhor forma de conservar e a mais adequada para expor seus acervos. Pois, segundo Renato, as telas reagem com o microclima do lugar onde estão expostas, o que pode ocasionar degradação e/ou perda de coloração da peça. “Entendendo a composição do material, a gente pode dar um norte e dizer a condição de exposição ideal para cada um das obras“, comenta.

Confira os trabalhos do Lab Móvel pelo Instagram.